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G1- Portal de Notícias da Globo

04/07/2008 - 13h43 - Atualizado em 04/07/2008 - 14h03

Após liminar, sindicato dos professores muda local de assembléia em SP

Do G1, em São Paulo

Ministério Público obteve liminar na Justiça contra manifestação.
Professores irão se reunir na Praça da República, no Centro

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) mudou para a Praça da República, no Centro, a assembléia que estava marcada para a tarde desta sexta-feira (4) no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). O motivo da transferência foi uma liminar obtida pelo Ministério Público de São Paulo contra a manifestação na região da Avenida Paulista.
A liminar foi conseguida pela promotoria de Habitação e Urbanismo do MP-SP e dada pelo juiz Maury Ângelo Bottesini. Segundo a assessoria do MP, os promotores “pediam que a Justiça obrigasse a Apeoesp e Conlutas, sindicatos ligados ao movimento grevista, a realizar as concentrações não mais em vias públicas, mas em praças, sob orientação da CET e da Polícia Militar”.

A ação foi proposta na quinta-feira (3), “após o MP ter recebido todos os relatórios da CET necessários para o ajuizamento da ação”. Foi fixada uma multa de R$ 500 mil, em caso de descumprimento da determinação. De acordo com a assessoria da Apeoesp, a assembléia continua marcada para as 14h.
A Apeoesp disse, no entanto, que ainda não foi informada sobre a liminar, por isso não iria se pronunciar sobre a decisão. Também está marcada para as 14h30 uma reunião de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, na região central, com representantes da Apeoesp e da Secretaria da Educação. 

Manifestações

Os professores fizeram manifestação da Paulista até o Centro três vezes no mês passado, nos dias 13, 20 e 27. A avenida chegou a ser fechada pelos professores e o reflexo no trânsito foi grande, causando grandes congestionamentos. A categoria decretou greve em assembléia realizada dia 13. Eles querem que o governador José Serra (PSDB) revogue o decreto 53.037/08 que altera remoções, substituições e contratações temporárias da categoria.
Além disso, os professores pleiteiam a incorporação das gratificações aos salários e que o piso seja reajustado com base em índice calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que prevê um salário mínimo de R$ 2.000.

 

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