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Seg, 26 de Novembro 2018 - 17:21

Entidades estrangeiras se unem contra o Escola Sem Partido

Por: Jamil Chade, O Estado de S.Paulo - 23.11

 
 
Grupos comparam o projeto de lei no Brasil a iniciativas de extrema direita da Alemanha
 
GENEBRA - Mais de 150 entidades de 87 países adotam uma moção de emergência contra o projeto Escola Sem Partido. O documento foi aprovado por unanimidade nesta semana, durante a 6a Assembleia Mundial da Campanha Global pela Educação, no Nepal.
 
O texto teve o apoio de entidades de todos os continentes e países, como EUA, Reino Unido, Holanda, Suíça e Dinamarca. Também estavam no evento grupos como Oxfam, Save the Children e Action Aid, além de relatores da ONU.  
 
O projeto de lei Escola Sem Partido (PL 7180/14) pode ser votado em uma comissão especial na próxima semana. A iniciativa prevê a proibição do que chama de "prática de doutrinação política e ideológica" pelos professores, além de vetar atividades e a veiculação de conteúdos que não estejam de acordo com as convicções morais e religiosas dos pais do estudante. Define, ainda, os deveres dos professores, que devem ser exibidos em cartazes afixados nas salas de aula. 
 
O projeto de lei também esteve no centro do debate sobre a escolha do futuro ministro da Educação.  O projeto de lei, porém, foi mencionado por entidades internacionais como um exemplo de uma tendência "preocupante". 
 
De acordo com a moção, "o ultraconservadorismo de governos e movimentos tem atacado a pluralidade pedagógica, a liberdade de cátedra, a perspectiva da igualdade das identidades de gênero e orientações sexuais, além das de minorias étnico-raciais, e ao mesmo tempo, promovendo a militarização na educação". 
 
"Como estratégia política, os agentes promotores do ultraconservadorismo têm incentivado a censura a professoras e professores por parte de estudantes e famílias, prática que tem se tornado cada vez mais frequente", apontou. 
 
"Como exemplo, no Brasil, por meio do movimento "Escola sem Partido", e na Alemanha, por orientação do partido de extrema direita "Alternativa para a Alemanha", estudantes são incentivados a filmar suas aulas e viralizam publicações nas redes sociais, acusando injustamente professoras e professores de proselitismo ideológico, cientificismo e estímulo à sexualização de crianças e jovens, afirmando que estariam promovendo o que denominam de "ideologia de gênero", conceito falacioso difundido por fundamentalismos religiosos", alertam as entidades.
 
 
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