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Ter, 06 de Junho 2017 - 16:17

Evasão atinge 14 mil alunos em escolas estaduais do ABC

Por: Repórter Diário - 02.06

 
 
A região registra número de 14 mil estudantes do ensino fundamental e médio que abandonaram as escolas estaduais. As informações, de 2015, são do Sistema de Informações Municipais, ferramenta elaborada pela Fundação Seade. Já o número de matrículas, apresentou queda de 33%, redução de 79 mil inscrições se comparado a 2007 – de 238 mil para apenas 159 mil, em 2015, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
 
São Bernardo e Mauá apresentam as maiores taxas de abandono entre 2014 e 2015. Na primeira cidade, a evasão foi de 4,5% (-3.477 estudantes) no ensino fundamental, redução de 77.264 para 73.787. Já no ensino médio, a variação foi de 8,5% (-2.562 estudantes), de 30.138 matriculados para 27.576. Em Mauá, 3,6% dos alunos do ensino fundamental se evadiram no mesmo período, redução de 1.449 estudantes. Na contramão, as evasões do ensino médio em Mauá foram menores que Santo André e registraram redução de 5,6%, (-971 estudantes).
 
Santo André aparece no terceiro lugar em evasões, com 2,6% (-965 estudantes) no ensino fundamental e 8,5% (-1.897) no ensino médio, passando de 22.306 para 20.409 matriculados. As menores taxas da região são de Ribeirão Pires, com 0,7% de evasão (-62 estudantes no fundamental) e 4,2% (-196 no médio). Em Rio Grande da Serra, a evasão é de 0,8% (- 37 alunos no fundamental) e 4,7% (-92 no médio). Em quarto vem Diadema, com 2% (-700 alunos) no fundamental e 7,5% (-1.333 no médio). São Caetano registrou evasões apenas no ensino médio, que somou 6,2% (-277) entre 2014 e 2015. De modo geral, em relação a 2007, as evasões saltaram na região, de 22,3% para 28,7% em 2015, aumento de 6,4% entre ensino médio e fundamental.
 
Na visão de Roger Marchesini, professor do programa de Mestrado e Doutorado da Universidade Metodista, a desmotivação do estudante pode explicar a queda de matrículas. “A evasão é um fenômeno histórico atrelado a características que as próprias escolas provocam. Antigamente, o índice estava na casa dos 11%, hoje não passa de 1% ao ano, mas continua”, explica. Para Marchesini, perspectiva de vida, migração em busca de empregos e desvalorização salarial também contribuem para desmotivação dos professores e funcionalismo nas escolas. “Há professores expostos a jornadas com sobrecargas de 60h semanais, isso desvaloriza o professor”, reitera.
 
Analfabetos
 
O índice de analfabetismo é outro fator que Roger ressalta. Hoje, diz, 3,7% da população brasileira, perto de 1,1 milhão são totalmente de analfabetos. Em contrapartida, a coordenadora de uma escola estadual de Santo André, que prefere não se identificar, afirma que o número é reflexo do desinteresse dos estudantes e dos pais que não acompanham o desenvolvimento dos filhos na instituição.
 
“As escolas não estão sendo atrativos para a maior parte dos alunos, que não vislumbram um futuro a partir do ensino e a família também não acompanha e incentiva como antigamente”, conta. Além disso, explica que o fato de as escolas não acompanharem o desenvolvimento tecnológico prejudica e aumenta o desinteresse dos estudantes. “Eles são imediatistas e por mais que os professores tentem, não conseguem acompanhar o desenvolvimento dos alunos”, diz.
 
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