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Ter, 07 de Fevereiro 2017 - 17:37

Falta de óleo e sal é denunciada

Por: João Conrado Kneipp (Campinas) - Portal Todo Dia - 06.02

 
Alunos da Escola Estadual Ruy Rodriguez tiveram maçã servida no lugar da merenda por falta de óleo e sal para o preparo dos alimentos, ontem, em Campinas, segundo denúncia da Apeoesp (Sindicato dos Professores e Ensino Oficial do Estado de São Paulo). A entidade aponta que os itens também estão em falta em outras unidades de ensino. Apesar da Ruy Rodriguez ser estadual, os alimentos deveriam ser fornecidos pela administração Jonas Donizette (PSB), já que a prefeitura possui um convênio de "municipalização da merenda" com o Estado, de acordo com o governo estadual.
 
Mãe de um aluno do 3º ano do Ensino Médio da escola, Joana D'arque Moreira, 54, relatou que foi surpreendida quando o filho disse que comeu somente uma maçã. "Só foi servido maçã, sendo que muitos (alunos) vão depois para o trabalho e tem muitas crianças que vão sem almoço. Todo mundo contando com a merenda. Maçã geralmente é servida como sobremesa e não como merenda", reclamou a auxiliar de limpeza.
 
Ela afirmou que não deram previsão para normalizar a situação. "Deram margarina para fazer feijão. Como que vai fazer feijão com margarina no lugar do óleo? Amanhã (hoje), vamos ver o que vai ser feito", disse.
 
Conselheira estadual da Apeoesp, Solange Loureira Pozzuto afirmou que a falta ou escassez de óleo e sal não afeta somente a Ruy Rodriguez.
 
"Isso não está acontecendo só nas escolas estaduais. Está acontecendo nas municipais também e até nas creches. Algumas ainda têm, mas está no fim. Na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Clotilde Barraquet Von Zuben está no final", exemplificou.
 
ATRASADAS
 
Solange afirma que as verbas repassadas pela prefeitura para compra de itens da merenda estão atrasadas. "O Ceasa (Centrais de Abastecimento de Campinas S/A) que é responsável pela compra com dinheiro que a prefeitura recebe do Estado e repassa. Cobramos a diretoria de ensino e o Ceasa. O Ceasa falou que está em processo de compra. Fica falando que 'vai hoje, vai amanhã', e não chega", acrescentou.
 
A conselheira afirmou ainda que a Diretoria Regional de Ensino Oeste, de Campinas, recomendou que os diretores comprem os itens utilizando uma verba de reserva.
 
"Minha diretora falou que não vai utilizar essa verba. O governo está cortando tudo e a escola sempre tem de ficar aparando", criticou.
 
Mesmo as unidades sendo estaduais, a responsabilidade do fornecimento de alimentos e outros itens da merenda escolar é do governo Jonas, uma vez que, em maio de 2010, Campinas aderiu ao programa de "municipalização da merenda". No programa, o governo estadual repassa a verba para a prefeitura, que fica responsável pela aquisição dos itens.
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