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Qui, 05 de Abril 2012 - 17:09

São Bernardo do Campo: O respeito à diversidade

Leia aqui a nota da subsede da APEOESP de São Bernardo do Campo sobre a reportagem ?Professora faz pregação em aula e estudante sofre bullying"

Por:

Uma acusação de intolerância religiosa provocou uma série de reportagens contra uma professora de História de uma escola de São Bernardo do Campo. Um estudante de 15 anos praticante do candomblé diz ter tornardo-se alvo de bullying, depois das aulas da professora evangélica.
Atenta à repercussão do caso, a Coordenação da APEOESP de São Bernardo do Campo emitiu um comunicado ao Diário do Grande ABC, primeiro jornal a publicar a denúncia. A APEOESP destaca-se pela defesa da diversidade e pelas ações concretas, como boletins e passetas, para envolver o Magistério nos debates sobre o respeito às diferenças étnicas, religiosas e sexuais no ambiente escolar.

Leia aqui a nota da subsede da APEOESP de São Bernardo do Campo sobre a reportagem “Professora faz pregação em aula e estudante sofre bullying"

"É com grande preocupação que a Subsede da APEOESP de São Bernardo do Campo, tomou conhecimento pelo jornal acima citado da suposta denúncia contra a conduta profissional adotada pela professora Roseli Tadeu Tavares de Santana da Escola Estadual Antonio Caputo, que estaria supostamente fazendo pregação religiosa ao invés de ministrar os conteúdos do seu plano de ensino. Segundo o Jornal como “resultado da pregação religiosa um aluno da 2ª série do Ensino Médio estaria sofrendo bulling e intolerância religiosa, já que seu pai é sacerdote de cultos afros”.

Em primeiro lugar, queremos esclarecer que nosso Sindicato tem um projeto não só de combate ao racismo e a qualquer tipo de intolerância e discriminação; como também de resgate das raízes culturais e da identidade africana, enriquecedora da cultura brasileira. Por outro lado, temos um projeto de combate ao bullying, essa violência que tem fincado raízes no interior das nossas escolas, causando danos irreparáveis a nossa juventude e as famílias.

Estranhamos esta denúncia, pois a Escola Antonio Caputo é uma das principais referências no trabalho de resgate da cultura afro-brasileira, sintonizada com o que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional no seu Art. 26-A: “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008). Realizando no mês de novembro simpósios palestras, exibições de filmes e apresentações culturais com a referida temática. Estranhamos mais ainda o fato do Jornal publicar apenas uma versão sem ouvir o outro lado.

Nesse sentido, fomos até a escola e nos reunimos com a direção a referida professora, quando fomos informados de que a professora está trabalhando o currículo oficial com as apostilas enviadas pelo governo, cujo Caderno de História da 2ª Série do Ensino Médio aborda a temática do Renascimento e das Reformas Religiosas, no qual são transcritas diversas passagens bíblicas. Além disso, segundo a professora ela está agora entrando no tema da relação entre diferentes culturas, no sentido de contextualizar e levar os alunos a formarem seus pontos de vista sobre os temas abordados.

Sugerimos que a escola procure recompor a relação com a família e desenvolva debates com o corpo docente e discente, com a comunidade e Conselho de Escola, no sentido de politizar, esclarecer e desfazer esse grande mal entendido, convertendo esse episódio em aprendizagem para todos. Colocamos o sindicato a disposição para ajudar no que for possível e o nosso departamento jurídico a disposição da Professora caso seja necessário.

De nossa parte, conscientes de que a escola é por excelência o espaço do diálogo e do contraditório; fatores que contribuem para o engrandecimento de todos os sujeitos envolvidos. Esperamos aprender muito com esse episódio e que possamos superar os aspectos negativos e os eventuais traumas provocados no referido jovem, para que consigamos atingir a finalidade máxima do encontro da aprendizagem e do ensino que é o pleno desenvolvimento cognitivo dos nossos estudantes.

28 de março de 2012

 

COORDENAÇÃO DA APEOESP DE SÃO BERNARDO DO CAMPO"

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