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Qua, 24 de Outubro 2018 - 15:47

Educadoras e educadores em defesa da educação e da democracia: Haddad sim, Bolsonaro não

Por: Campanha Nacional Pelo Direito à Educação - 16.10

 
 
No Dia dos Professores, 15 de outubro, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação lançou Manifesto em defesa da educação e da democracia, a fim de se posicionar diante dos riscos apresentados pela candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) à democracia brasileira.
 
Com o objetivo mobilizar pessoas físicas, especialmente educadoras e educadores, para posicionar-se contra o retrocesso que representa a agenda política e educacional do candidato o documento receberá assinaturas até o dia 24/10, as 10h. Para ler e assinar, clique aqui ou siga com o cursor para baixo.
 
O Manifesto será lido integralmente durante a mesa redonda "O futuro da Educação Brasileira: Análise comparativa dos programas de educação das candidaturas à Presidência da República", que acontecerá no dia 24/10, as 18h na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP).
 
O evento contará com a presença de Denise Carreira, coordenadora de educação da ONG Ação Educativa, Prof. Dr. Fernando Luiz Cássio Silva, professor adjunto no Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC e integrante da REPU (Rede Escola Pública Universidade) e será mediado por Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
 
Confira o Manifesto, na íntegra:
 
As eleições gerais de 2018 têm sido marcadas pela emergência da maior onda conservadora desde a redemocratização do Brasil. O preconceito, a intolerância e a violência, antes tratados como inaceitáveis, encontraram lugar no debate público e no cotidiano.
 
Nós, educadoras e educadores signatários desse manifesto, declaramos nosso voto na chapa Fernando Haddad e Manuela d'Ávila. Além disso, em nome da Educação e em defesa da Democracia, solicitamos às eleitoras e aos eleitores nenhum voto na chapa composta por Jair Messias Bolsonaro e Antônio Hamilton Martins Mourão.
 
O motivo é simples: a candidatura de Bolsonaro, de perfil autoritário, coloca em risco as liberdades civis e os direitos sociais do povo brasileiro. Além disso, seu programa de governo e suas declarações públicas têm expressado sua determinação em reduzir as escolas para promover a educação a distância, além do desejo de substituir a pedagogia pelo autoritarismo e uma grave obsessão por negar no currículo os efeitos maléficos da Ditadura Militar de 1964.
 
Sob Bolsonaro, a escola será impedida de desempenhar seu papel cidadão para o enfrentamento do racismo, do machismo, da homofobia e do elitismo que predomina na sociedade brasileira. A escola deve ser um espaço para a transformação social positiva, não pode servir à reprodução das desigualdades e das injustiças que marcam nossa sociedade.
 
Os relatos das agressões empreendidas pelos seus apoiadores pelo Brasil afora, não repreendidas pelo seu líder, introduzem o risco que corremos. As declarações de membros da equipe de Bolsonaro sobre cortes nos direitos sociais servem como parâmetro para suas intenções privatistas e excludentes.
 
Diante desse cenário, ninguém pode se calar. O arcebispo sul-africano, Desmond Tutu, membro da Igreja Anglicana e laureado com o Prêmio Nobel da Paz de 1984, ensina que "se ficarmos neutros perante uma situação de injustiça, escolhemos o lado do opressor". Não é cabível uma posição neutra perante o risco de emergir uma nova e destrutiva espécie de fascismo em nosso país.
 
Assim, reiteramos, como educadoras e educadores que, em 28 de outubro de 2018, vamos todas e todos votar na chapa Haddad-Manuela, em defesa da educação, da democracia, do Brasil, do presente e do futuro do povo brasileiro.
 
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