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Qui, 10 de Outubro 2019 - 17:58

Alunos e funcionários de 42 escolas públicas de SP fazem limpeza após fim do contrato de faxina

Por: Laura Cassano, SP1

 
 
Revogação de contrato foi publicada no dia 13 de agosto no Diário Oficial.
 
Alunos, professores e funcionários de 42 escolas estaduais de Taboão da Serra e Embu das Artes, na Grande São Paulo, estão limpando as instituições por falta de contrato de faxina, que acabou no dia 13 de agosto.
 
Das 71 escolas sob responsabilidade da Diretoria de Ensino de Taboão da Serra – que inclui o município de Embu das Artes –, 42 estão sem equipes de limpeza. No Diário Oficial de 13 de agosto consta uma publicação de "revogação" por "haver incorreções na OC". No dia 1º de outubro, outra publicação no Diário Oficial comunicava "a todos os licitantes que será retomada etapa do pregão eletrônico".
 
Haroldo Rocha, secretário-executivo da Educação, explica a situação. "Tivemos um problema na licitação, que foram duas empresas que mandaram as propostas do mesmo computador, então nós tivemos que cancelar tudo e recomeçar. Temos uma previsão de até o dia 18 estar tudo concluído, mas nós já sabemos, por comunicação verbal de uma das empresas, que vai haver um recurso."
 
Em um vídeo gravado dentro da Escola Estadual Professor Ede Wilson Gonzaga, em Embu das Artes, os alunos estão limpando o local. Gabriela Ferreira, de 17 anos, é estudante do terceiro ano do ensino médio e diz que a escola "está uma calamidade". Não tem tia para limpeza, o banheiro é muito sujo, os próprios alunos têm que limpar. Se a gente não limpar, fica sujo."
 
Emely Gonçalves Leal, de 17 anos, fala que há um "revezamento" na limpeza. "Alguns varrem a sala. De vez em quanto, o pátio. É crítico, horrível."
 
A situação é recorrente há 15 dias, segundo uma professora que não quer se identificar. "A explicação foi essa: teve una licitação em que foi detectada uma fraude e teria que esperar a nova licitação para chegarem os funcionários. Por enquanto, a gente teria que ficar nessa situação; sem funcionários e nós mesmos fazendo [a limpeza], se quiséssemos estar num lugar salubre."
 
"Eu acho ruim, porque o aluno está ali para estudar, para ser beneficiado pelos professores e a equipe de limpeza vai ajudar os alunos, manter o colégio na limpeza. Não vai ter rato, não vai ter bactéria para as crianças ficarem doentes, porque a gente manda nossos filhos para escola para serem bem tratados", lamenta Marta Nunes dos Santos, mãe de uma das alunas.
 
Na Escola Estadual Neusa Demétrio, com 1.800 alunos, a direção tem pedido a colaboração dos estudantes, mas não autorizou que eles fizessem a limpeza. Já os professores estão limpando os banheiros dos funcionários e a estimativa é que o material de limpeza seja suficiente para mais uma semana.
 
Sérgio Lima de Oliveira, agente de organização escolar, diz que estão preparando uma força-tarefa. "Os próprios funcionários estão limpando os banheiros. Os professores estão colaborando com a limpeza, limpando o banheiro. A gente tem dó dos alunos, eles não têm culpa do que está acontecendo."
 
Na Escola Estadual Francisco D'Amico, três funcionárias da limpeza estão trabalhando voluntariamente na escola. Sem receber salário, o trio tem ido na escola para ajudar os funcionários e alunos.
 
"É uma injustiça, né? Todo mundo precisa trabalhar e receber. Todo mundo precisa levar o pão de cada dia para casa". afirma Cinira Vianna, mãe de uma das alunas.
 
O representante da Secretaria Estadual de Educação disse que não teve tempo para fazer um contrato de emergência e que preferiu manter a licitação mesmo com os problemas.
 
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