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Qua, 03 de Abril 2019 - 16:09

Chuva destrói quadras e alunos de escolas estaduais ficam sem aula de educação física

Por: Nathália Ariede, SP1 - SPTV - 02.04

 
 
Quadras poliesportivas e salas de aula têm rachaduras e buracos. Governo de SP diz que irá fazer conserto neste ano ou em 2020, se precisar de licitação.
 
O governo do Estado de São Paulo não arrumou as quadras poliesportivas das escolas públicas que foram destruídas pela chuva, deixando estudantes sem aulas de educação física. Pelo menos duas escolas públicas estaduais na capital paulista estão sem aula de educação física desde dezembro de 2018.
 
As infraestruturas das escolas estão com rachaduras, infiltrações e salas danificadas. Para os pais dos estudantes, os problemas já poderiam ter sido solucionados. Uma das escolas é na Vila Sônia, a Escola Estadual Adolfo Trípoli, onde as chuvas de verão do ano passado destruíram parte da escola.
 
Não ter aula de educação física na quadra é só uma das consequências do desabamento do muro, já que 3 salas de aula estão interditadas e por conta disso muitas atividades estão acontecendo no improviso. E, com menos salas, rolou até revezamento: aula só duas vezes por semana. "É que caiu água do telhado, né? Caiu a água do telhado e interditaram as salas", disse Nilda Moreno, mãe de uma aluna.
 
"As salas de aula alagaram e o muro rachou, ficou um risco muito grande para as crianças porque era uma área de quadra esportiva", disse Ronaldo Branco, pai de outro aluno.
 
Muitas das crianças moram na região de Paraisópolis e, sem a quadra para praticar esportes, ficam sem atividades físicas e de saúde. Com menos salas de aulas disponíveis, a direção da escola juntou turmas diferentes na mesma sala e alguns pais não gostaram, porque ficou confuso. A associação de pais da escola se reuniu para cobrar explicações.
 
"Era uma coisa que a gente acredita que em três meses poderia ser resolvido de uma maneira possível. Um ano se passou e tem a coisa natural de que quando o dano fica exposto à chuva, tende a piorar", disse Adilson Santana, pai de uma aluna.
 
Outra escola com problemas é a Estadual Felício Laurito, em que uma placa diz que foram gastos no local R$ 55 milhões para manutenção do local. Contudo, a escola já está tão desgastada que precisa de novos reparos. Na quadra, desde 2018 não há aula de educação física porque um pedaço do telhado caiu. O pedaço machucou a perna de um aluno.
 
O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, disse que não vai acabar com as escolas de lata, que ainda existem no estado e abrigam diariamente 60 mil alunos, mas vai resolver o problema de calor e frio das salas.
 
O secretário também disse que vai tentar resolver todos os problemas de manutenção ainda neste ano, mas salientou que, os que precisarem de licitação, devem ser resolvidos só em 2020.
 
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