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Seg, 01 de Abril 2019 - 15:45

Famílias temem desmoronamento de salas de aula em escola de São Paulo

Por: Rodrigo Gomes, da RBA - Rede Brasil Atual - 29.03

 
 
Familiares e estudantes da Escola Estadual Professor Adolfo Trípoli, na zona oeste da capital, temem que erosão de terreno, após queda de um muro ocorrida há um ano, afete agora a estrutura das salas de aula.
 
O estado de São Paulo teve três governadores nos últimos doze meses. Geraldo Alckmin (PSDB), que deixou o cargo em 7 de abril do ano passado para concorrer à presidência da República; Márcio França (PSB), vice e sucessor de Alckmin, que ficou no cargo até 31 de dezembro de 2018; e João Doria (PSDB), empossado em 1º de janeiro deste ano. Nenhum deles foi capaz de resolver a situação dos 600 estudantes da Escola Estadual Professor Adolfo Trípoli, na Vila Morse, zona oeste da capital paulista, que atende crianças de 6 a 9 anos. O muro da quadra da escola desmoronou em março do ano passado, devido às chuvas, e permanece desde então no mesmo lugar. Hoje, a erosão ameaça de desabamento as salas de aula.
 
Com a situação, o acesso dos estudantes à quadra foi proibido. Uma fita de restrição de passagem foi colocada no local, enquanto as plantas crescem sobre a grade e pelo piso da área esportiva, que está tomado pela terra que escorre junto com a água cada vez que chove. Qualquer atividade física passou a ser realizada no pátio interno, com menor frequência e sem condições pedagógicas mínimas. Além disso, um conjunto de salas fica logo acima da área em que o muro cedeu, e a erosão do solo está preocupando as famílias dos estudantes de que algo possa acontecer ao prédio durante as aulas.
 
Os pais já apresentaram vários ofícios à direção da escola, mas nenhuma providência foi tomada. "As nossas crianças estão correndo risco. Faz um ano que cobramos alguma atitude e nada acontece. Não é possível que deixem os estudantes conviver com uma situação dessa. A gente tem medo que de cair as salas de aula. Estão esperando que aconteça algo mais grave?", questionou Aparecida Beserra de Alencar Jesus, mãe do estuando Davi Luiz, de 7 anos, que está na 2ª série. O governo Doria não respondeu à reportagem.
 
Para as crianças, os dias têm se tornado chato sem um espaço adequada para atividades físicas. "Estamos há muito tempo sem a quadra. Eu gosto muito de jogar bola. E não pode jogar bola no pátio. É muito entediante", lamentou o estudante da 3ª série Marcos Pietro, de 8 anos. "Estamos fazendo aula de educação física no pátio, porque a quadra está quebrada e ninguém vem arrumar pra gente fazer atividade lá. O professor coloca cone no pátio, pra gente correr em zig zag", explicou Davi Luiz.
 
O abandono de escolas com graves problemas não é novidade nos governos tucanos em São Paulo. A Escola Estadual Professora Renata Menezes dos Santos, no bairro do Barragem, zona sul da capital paulista, pegou fogo em dezembro de 2014 e até hoje não há previsão de quando a unidade vai ser reconstruída. O mato cresce por todos os lados, o revestimento interno do teto do prédio já foi ao chão, há infiltrações e água parada por todo o lado. Da parte anexa, feita de lata, nada restou, além das diferenças de piso que permitem identificar onde eram banheiros, cozinha, pátio e um pequeno palco.
 
Levou dois anos até que o governo de São Paulo, à época chefiado por Geraldo Alckmin (PSDB), retirasse os destroços resultantes do incêndio. A parte de lata – chamada de padrão Nakamura pelo governo estadual – ficou totalmente destruída. Várias promessas de reconstrução da escola foram feitas. Mas, até agora, só resta no local o prédio de alvenaria, "que parece um cenário de guerra", segundo Janaína. As causas do incêndio nunca foram explicadas. As 600 crianças matriculadas acabaram transferidas para a Escola Estadual Joaquim Álvares Cruz, a cerca de 2,5 quilômetros de distância da Renata Menezes.
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