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Qui, 11 de Julho 2019 - 21:31

Manifestantes protestam contra a reforma da Previdência em SP

Por: Patrícia Figueiredo, G1 - 10.07

 
 
Ato desta quarta-feira (10) foi convocado por centrais sindicais. Manifestantes fecharam os dois sentidos da Avenida Paulista. Um dos pontos mais criticados é a mudança da idade mínima para a aposentadoria.
 
Um ato contra a reforma da Previdência convocado por centrais sindicais reuniu manifestantes na Avenida Paulista, nesta quarta-feira (10), quando a Câmara dos Deputados iniciou a votação do texto-base da reforma.
 
O grupo se concentrou no vão livre do MASP por volta das 17h e a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana acompanharam o ato. Às 19h, os manifestantes fecharam os dois sentidos da via. Eles caminharam até a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O protesto terminou por volta das 20h.
 
Além da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, participaram do protesto ainda militantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB).
 
Eles exibiram faixas e cartazes contra a reforma da Previdência e o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Líderes sindicais discursaram em um carro de som.
 
Os organizadores afirmam que a reforma da Previdência vai tirar direitos dos trabalhadores e distribuem folhetos com as principais mudanças propostas no texto que está sendo votado no Congresso nesta quarta-feira. Um dos pontos mais criticados é a mudança da idade mínima. Os manifestantes também seguram cartazes contra os cortes no orçamento da educação e pela liberdade do ex-presidente Lula.
 
Segundo os organizadores, o ato é "pelo direito dos brasileiro pobres de envelhecerem sem serem humilhados e viverem de esmolas nas ruas".
 
Para a professora Luciene Cavalcante da Silva, a reforma atinge os mais vulneráveis.
 
"A gente está aqui porque o que está acontecendo hoje no nosso país é muito grave. É o fim da Previdência social que é um instrumento importantíssimo de distribuição de renda. Os mais atingidos serão as pessoas mais vulneráveis: nós mulheres, junto com as pessoas com deficiência e aquelas que estão na informalidade. É uma vergonha o que esse governo está fazendo, liberando emendas para conseguir os votos a favor da reforma", disse.
 
"O que o governo está fazendo é propor uma reforma da Previdência que só vai retirar direitos. Os trabalhadores vão ter que trabalhar mais ainda. Imagina um motorista de ônibus tendo que trabalhar até os 65, 68 anos?", questionou.
 
Segundo os organizadores, cerca de 4 mil pessoas participaram do ato. A Policia Militar de São Paulo não divulga estimativa de público.
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