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Qui, 14 de Março 2019 - 17:51

Qualquer pessoa entra numa escola sem ser incomodado, diz Apeoesp

Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores, afirma que escolas estaduais não têm funcionários para controle nas portarias.

Por: Coluna do Fraga - Paulo Lima, do R7 - 13.03

 
A presidente da Apeoesp, (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), Maria Izabel Noronha, afirma que qualquer pessoa hoje entra em uma escola estadual sem ser incomodado porque não há funcionários para fazer o controle de quem passa pela portaria.
 
Um ataque nesta quarta-feira (13) em uma escola estadual em Suzano, na Grande São Paulo, deixou até o momento dez mortos.
 
Segundo ela, o problema da falta de funcionários na entrada das escolas começou em 1995, na gestão do governador Mário Covas, que começou a reduzir o quadro dos chamados inspetores.
 
Relembre outros massacres ocorridos em escolas no Brasil
 
Maria Izabel Noronha disse ao R7 desde 2011, depois do massacre em Realengo, no Rio de Janeiro, vem relatando o problema às autoridades da área da Educação em São Paulo, mas até agora não foi atendida.
 
Hoje é muito fácil entrar numa escola, não tem ninguém para recepcionar. O professor está na sala de aula, o diretor também em sua sala e não há ninguém para receber os alunos ou quem entra na escola. Antes, esse profissional até ajudava os pais que precisavam saber se os filhos tinham ido mesmo para a escola.
 
A presidente da Apeoesp, eleita deputada estadual pelo PT, disse que na Assembleia Legislativa vai atual pela implantação de uma política de segurança nas escolas estaduais. Maria Izabel Noronha afirma ser contra a presença de policiais dentro das escolas ou até mesmo funcionários armados, mas elogia atuação da Polícia Militar com a Ronda Escolar.
 
A Ronda Escolar funciona bem, é mais eficiente na região central de São Paulo do que na periferia, mas cumpre seu papel. Além de funcionários nas portarias, escolas precisam de câmeras, isso ajuda na segurança.
 
Ação na Justiça
 
Para o doutor em Direito Penal pela USP e professor da Escola de Direito do Brasil, João Paulo Martinelli, as famílias das vítimas podem processor o Estado por danos morais. "As vítimas estavam numa escola estadual, é de responsabilidade do Estado garantir a integridade desses jovens. Não era uma situação inevitável, claramente houve falha na segurança", diz Martinelli.
 
O R7 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação e aguarda posicionamento.
 
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