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Sex, 05 de Julho 2019 - 16:47

Relatório da Unifesp condena autoplágio de Ministro da Educação

Por: Ana Maria Lopes - APEOESP - 05.07

 
 
Há menos de três meses à frente do MEC, o Ministro da Educação está envolvido em outro escândalo. O economista Abraham Weintraub praticou o autoplágio, que é considerado um desvio de conduta pela comunidade acadêmica.
 
"O ministro publicou o mesmo trabalho em duas revistas diferentes, que é algo absolutamente irregular, já que estas revistas exigem trabalhos inéditos. Além disso, ele colocou os dois artigos no seu Currículo Lattes", explica o deputado federal Alexandre Padilha (PT/SP), que protocolou um requerimento à Universidade Federal de São Paulo, onde o ministro leciona, solicitando avaliação sobre o caso.
 
Base de dados acadêmicos, a Plataforma Lattes registra os seguintes artigos no currículo do ministro: "A Bela Adormecida 20 anos depois" e "Sleeping beauty 20 years later"; ou seja, o mesmo trabalho, o mesmo título em português e em inglês, publicado em diferentes revistas.
 
O escritório de integridade da Unifesp concluiu que a conduta, contrária as boas práticas de pesquisa científica, é inadequada e determinou a exclusão do artigo. A dupla publicação de textos infla a produção intelectual do autor, o que pode favorecê-lo na competição por financiamento para projetos, já que a produtividade é um dos critérios de seleção dos pesquisadores que buscam bolsas para suas pesquisas.
 
O currículo do ministro da Educação tem sido alvo de constantes polêmicas. O próprio MEC encaminhou, no dia 27 de junho, um pedido à Plataforma Wikipedia para que esta exclua o verbete sobre Weintraub. A justificativa do Ministério é que a página pode conter informações "não confirmadas" que podem levar a "interpretações dúbias". 
O verbete dedicado ao ministro na Wikipedia aborda sua biografia e ações junto ao MEC, como os frequentes ataques à educação pública, o corte de verbas das universidades e suas recentes 'performances', como o vídeo publicado no Twitter em que, ao som de "Singing in the Rain", ele alega que o MEC é vítima de fake news, seu posicionamento sobre os protestos estudantis contrários ao governo e o estímulo para a denúncia de professores e alunos que participassem de protestos. 
 
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