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Observatório da Violência

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Qua, 05 de Junho 2019 - 16:36

Aluno grita e intimida professor em escola de Jacareí: 'Cala a boca'

Pedro Melo, G1 Vale do Paraíba e Região - 04.06

 
 
Vídeo mostra momento em que professor tenta sair da sala, mas é impedido por um estudante do ensino médio. Caso foi na última quarta (29); aluno foi suspenso. Professor diz que foi constrangido.
 
Um professor de química foi intimidado por um aluno de 16 anos de uma escola estadual Maria Umberlina de Azevedo, no Jardim Santo Antônio da Boa Vista, em Jacareí (SP). O caso ocorreu na última quarta-feira (29) durante uma aula para estudantes do 2º ano do ensino médio (veja vídeo acima). O adolescente foi punido com suspensão. (leia abaixo)
 
O vídeo foi registrado pelos próprios estudantes e viralizou nas redes sociais no último fim de semana. As imagens mostram que mesmo com a sala cheia, um aluno de boné se aproxima apontando o dedo para o professor, mandando que ele cale a boca. A Secretaria Estadual da Educação informou que repudia a violência contra o profissional. (leia abaixo)
 
A imagem mostra também que o professor tenta sair da sala, mas é impedido pelo adolescente, que bate violentamente na porta. Outros estudantes dão risada e também hostilizam o professor com gritos e risadas: "você é 'viado', filho da mãe!".
 
O professor Alexandre Cabral trabalha há 22 anos em escolas públicas da cidade. Ele contou que aplicava uma atividade para a sala, quando percebeu que parte dos alunos estava dispersa.
 
"Vi que eles estavam falando sobre Deus e temos uma técnica de entrar no assunto do aluno para tentar trazê-los de volta. Comecei a provocar os alunos questionando se Deus existe. O aluno disse que não era para falar de Deus e ficou agressivo", contou.
 
O professor diz que gosta de trabalhar com adolescentes, mas alertou que casos como o que viveu têm sido recorrentes nas escolas."Não deu tempo de sentir medo de aluno, mas me senti constrangido. Senti que fracassei na aula. Eu só queria fazer o meu trabalho", disse.
 
Na segunda-feira (3) o aluno foi até a escola acompanhado do pai para pedir desculpa para o professor. Alexandre disse que perdoou o estudante e decidiu não registrar um boletim de ocorrência. Apesar de não haver o registro, a polícia esteve na escola nesta terça para averiguação.
 
Após a repercussão do vídeo, a diretora da escola suspendeu o aluno por cinco dias. O educador segue trabalhando. O G1 procura família do jovem, mas ninguém foi encontrado até a publicação dessa reportagem.
 
Sindicato
 
O Sindicato dos Professores no Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que está acompanhando o caso e se reuniu nesta terça-feira (4) com a direção da escola para discutir o tema.
 
O caso foi levado à Secretaria Regional de Ensino, que também irá acompanhar a ocorrência. A Apeoesp reafirmou que profissionais têm sido desrespeitados nas escolas na rede pública e que esse não foi um caso isolado.
 
A Secretaria da Educação do Estado, em nota ao G1, diz que entende que o enfrentamento da violência deve ocorrer em parceria com outras frentes da sociedade, como comunidade escolar, famílias e polícia. "A rede estadual dispõe de professores mediadores e manuais de apoio distribuídos para todas as escolas, com orientações de como os gestores escolares devem tratar a questão e o atendimento aos professores e alunos", disse a pasta.
 
Outro caso
 
Em São José dos Campos, uma cozinheira de uma escola municipal de São José dos Campos, registrou um boletim de ocorrência por ter sido agredida por um aluno, de 14 anos, nesta segunda-feira (3). A unidade fica no residencial Martins Pereira.
 
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a funcionária contou à polícia que estava na porta do refeitório quando o menino chegou. Ninguém poderia entrar naquele momento, mas o adolescente forçou sua entrada, dando um soco em seu braço.
 
De acordo com a orientadora educacional da unidade, não foi a primeira vez que o estudante apresentou indisciplina. Na versão do menino ele alega que forçou a entrada, mas nega que agrediu a funcionária.
 
O caso foi registrado como ato infracional de vias de fato na Delegacia da Infância e Juventude (Diju) de São José dos Campos. O infrator foi liberado ao responsável.
 
A prefeitura informou em nota que o aluno da Emef Professora Maria Aparecida dos Santos Roncon teve uma atitude inadequada com a funcionária e afirmou que foi um fato isolado no intervalo das aulas. "A situação foi controlada rapidamente pela direção da escola que tomou todas as medidas necessárias", disse a Secretaria da Educação.
 
 
 
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