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Observatório da Violência

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Qui, 06 de Setembro 2018 - 16:35

Alunos estão com medo de frequentar escola após casos de vandalismo na EE Maurílio Tomanik,

VINICIUS SCARTON

 
Os casos de vandalismo ocorridos na Escola Estadual Padre Maurílio Tomanik, no Cecap, em Jundiaí, estão gerando um clima de preocupação e medo entre os estudantes. A reportagem do Jornal de Jundiaí esteve nesta quarta-feira (5), durante a saída da turma do período da manhã, na porta da escola e conversou com alguns alunos, que confirmaram o receio de frequentar as aulas.  “Enquanto aluno estou bem preocupado com a situação. Esses atos de vandalismo geram insegurança e receio para a gente que realmente deseja aprender”, confirmou um estudante, que não quis se identificar com medo de represálias.
 
Outros alunos, que também têm medo de se identificar, chegaram a declarar que temem pela própria integridade física e dos demais colegas. “Os atos que ocorreram na escola são lamentáveis. Temos medo que algo possa ocorrer até mesmo com nossa vida”, dizem. Em abril deste ano, a unidade escolar foi alvo de vandalismo e briga generalizada. O episódio mobilizou oito viaturas da Guarda Municipal. Naquela ocasião, um guarda foi ferido com uma pedrada e precisou ser socorrido. Quatro adolescentes foram apreendidos e cerca de 600 alunos ficaram sem aula durante uma semana.
 
Já na manhã da última segunda-feira (3), estudantes do 1º ano do Ensino Médio atearam fogo na cortina de uma sala de aula. Ninguém ficou ferido graças aos funcionários da escola que controlaram o princípio de incêndio utilizando extintores, sem a necessidade de acionar o Corpo de Bombeiros. A direção da escola acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência no 2º DP. O local afetado pelas chamas passou por perícia técnica e as aulas não precisaram ser suspensas.
 
Diretoria de ensino
Questionada sobre as declarações dos alunos, a Diretoria Regional de Ensino de Jundiaí repetiu a nota divulgada na terça-feira, em que lamenta o caso de vandalismo na escola e reforça que “o espaço já passou por perícia técnica e que as atividades pedagógicas não foram canceladas”.
 
Perguntada sobre a incidência de casos de vandalismo na escola e se pretende promover ações para coibir esse tipo de problema, a Diretoria de Ensino disse apenas que “a escola conta com o vice-diretor, que desempenha o papel de mediador na resolução de conflitos e atividades à cultura de paz, que desenvolverá ações específicas com todos os alunos”. Já a Secretaria de Segunda Pública informa que o caso está sendo investigado pelo 2º DP de Jundiaí. “Alunos e funcionários são ouvidos e diligências realizadas em busca de elementos que auxiliem no esclarecimento dos fatos”, afirma.
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