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Observatório da Violência

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Qui, 19 de Abril 2018 - 16:16

Alunos vandalizam escola após suposta agressão de estudante contra professora em Ribeirão Preto, SP

G1 Ribeirão e Franca

 
Sala de aula e portão foram quebrados na Escola Estadual Professora Jenny de Toledo Piza Schroeder, no bairro Ipiranga. Ronda escolar foi recebida a pedradas pelos jovens, diz funcionária.
 
Alunos destruíram uma sala de aula e quebraram o portão de entrada da Escola Estadual Professora Jenny de Toledo Piza Schroeder, no bairro Ipiranga, zona norte de Ribeirão Preto (SP). O ato de vandalismo foi registrado no dia 11 de abril, mas o caso só foi denunciado por professores nesta quarta-feira (18). Segundo eles, a confusão começou após uma professora ser agredida por um estudante.
 
Em nota, a Diretoria de Ensino de Ribeirão Preto informou que os pais dos alunos de todas as classes estão sendo chamados para reuniões e que os estudantes estão participando de rodas de conversa com a equipe gestora e o professor-mediador. Ainda segundo a Diretoria, foi instaurada uma apuração sobre o que teria motivado o conflito.
 
Vandalismo e destruição
A escola Jenny De Toledo Piza Schroeder recebe alunos dos ensinos fundamental e médio, além de estudantes do Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Imagens gravadas pelos próprios estudantes e que circulam em redes sociais mostram a destruição na sala de aula. Carteiras, mesas e cadeiras foram quebradas e o material didático foi arremessado ao chão.
 
Em outro vídeo é possível ver um grupo de estudantes chutando o portão de entrada e arremessando sacos de lixo por cima dos muros da unidade de ensino.
 
Uma das funcionárias, que não quer ser identificada, relata que a confusão começou após um aluno dar um tapa na cabeça de uma professora durante a aula. A situação saiu do controle e os estudantes começaram a vandalizar a escola. Segundo ela, sacos de lixo foram rasgados e os material foi espalhado pela unidade.
 
A ronda escolar chegou a ser chamada, mas os agentes foram recebidos a pedradas pelos estudantes. Segundo a mulher, os policiais não puderam fazer nada e deixaram a escola.
 
Em meio a confusão, os estudantes do período começaram a deixar o prédio, enquanto os alunos do turno da tarde começavam a chegar. A funcionária conta que os portões foram fechados e que um grupo começou a chutar a estrutura até danificá-la.
 
A situação só foi controlada após a chegada da Força Tática, chamada ao local pela diretora regional de ensino que tinha uma visita agendada para discutir outros problemas de indisciplina.
 
Preocupação
De acordo com a comerciante Tuane Lima Marques, casos de indisciplina e violência na unidade são comuns na escola. Mãe de uma menina de 3 anos e ex-aluna da unidade, ela refuta a ideia de matricular a filha no local, quando chegar a hora de cursar o ensino fundamental. As dependências, também são precárias. Fotos feitas no interior do prédio mostram corredores mal iluminados, ventiladores quebrados, infiltrações nas paredes e fios soltos.
 
“É uma escola do bairro que tem história e estar acontecendo isso é revoltante. Eu fico preocupada com o futuro da minha filha. Aqui acontece de tudo. Eu já estudei aqui e já passei por isso também. Meu irmão saiu daí por causa da violência”, afirma.
 
Segundo a educadora Marisa Ramos Barbieri, a escola precisa criar programas que incentivem os alunos a ter um objetivo, e que os motivem a participar da vida em sociedade. De outra forma, Marisa acredita que cenas como essas voltarão a acontecer.
 
“Esse é um episódio que pode se repetir mais e mais se não cuidarmos mais das escolas. Estamos cuidando de crianças e professores, cidadãos muito importantes. Todos nós passamos por escola. A escola é dia a dia.” A Diretoria de Ensino informou que os consertos na parte estrutural serão feitos até o fim de maio.
 
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