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Observatório da Violência

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Qui, 17 de Julho 2014 - 16:11

Detido por mau comportamento na escola se arrepende e volta para casa

Jovem foi para Fundação Casa após ser detido na escola, em Urupês (SP). Adolescente fará tratamento psicológico para poder voltar a estudar.

Depois de passar um dia na Fundação Casa, o adolescente de 17 anos detido por mau comportamento na escola, em Urupês (SP), foi solto após ser ouvido pelo juiz nesta quarta-feira (16). O jovem confessou as ações e disse estar arrependido - a audiência, marcada para o dia 29, foi adiantada e o rapaz foi ouvido. Ele será encaminhado para um tratamento psicológico para poder voltar para a escola nos próximos dias.

O jovem foi detido dentro da sala de aula e levado à cadeia de Novo Horizonte (SP) e depois para a Fundação Casa, em São José do Rio Preto (SP). O juiz decretou a internação provisória do menor pelo prazo máximo de 45 dias sob lei prevista no Eca, Estatuto da Criança e do Adolescente. 

Medida "extrema"

A medida dividiu opiniões na cidade. Para a coordenadora da Apeoesp, sindicato que representa os professores, a decisão só é extrema para quem não vive a realidade das escolas. “Vejo como medida drástica, porém necessária, dada a crescente violência nas escolas, então é uma maneira de se coibir e que impere o respeito aos professores”, afirma a coordenadora Alaíde Nicoleti Pinheiro.

Segundo os professores, além de ofender e ameaçar, o estudante vinha causando problemas graves em sala de aula. Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia da cidade e, em um dos casos, o menor chegou a rasgar o livro onde são descritos os casos de indisciplina na escola.

Para a conselheira tutelar Marciany Delmondes, só a internação do menor pode não resolver o problema. “Em algumas situações é necessária a internação, mas e depois? O que é oferecido ao adolescente, para a família, qual é o amparo dado para a família”, diz a conselheira. Os pais do adolescente não quiseram falar sobre a apreensão do filho.

Uma jovem que não quer se identificar estuda na mesma sala que o rapaz. Ela diz que os professores viviam assustados com o comportamento do colega e que todos tinham medo. “Ele é muito agressivo com os professores, até no ponto de ir para a diretoria. Chega lá ele joga tudo para cima, chuta carteira, cadeira. Ele xingava, saía batendo porta, pulava o muro da escola”, diz a aluna.

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