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Ter, 02 de Abril 2019 - 15:54

Diretora de escola pública estadual sofre ameaças de morte no Jardim Santa Mônica, em Presidente Prudente

G1 - 01.04 - Presidente Prudente

 
Polícia Militar teve de comparecer à unidade de ensino, nesta segunda-feira (1º), onde um grupo de estudantes era instigado a participar de um protesto e não entrar nas salas de aula.
 
A Delegacia Participativa da Polícia Civil registrou na manhã desta segunda-feira (1º) um caso em que a diretora da Escola Estadual Pastor José Carlos Padilha de Siqueira, localizada no Jardim Santa Mônica, em Presidente Prudente, foi vítima de ameaças de morte e de xingamentos.
 
Na manhã desta segunda-feira (1º), policiais militares tiveram de comparecer à unidade de ensino, onde abordaram uma adolescente, de 14 anos, e sua irmã, de 18 anos, que estavam liderando um grupo de alunos na frente do prédio público, instigando-os a não entrar nas salas de aula, em uma forma de protesto contra a diretora.
 
Já na sexta-feira (29), a adolescente e, na ocasião, um outro parente, seu irmão, estavam reunidos com um grupo de alunos, quando passaram a desacatar a diretora da escola, com xingamento e ameaça de morte, segundo o Boletim de Ocorrência registrado na Polícia Civil. Os estudantes, também segundo o BO, alegavam que a diretora estava "judiando das tias e tio", referindo-se a três funcionários da unidade de ensino.
 
De acordo com a Polícia Civil, foi verificado em um grupo de WhatsApp várias mensagens com teor de ameaça direcionadas à diretora, que mencionam que vão jogar bomba na escola e vão dar tiros na responsável pela unidade de ensino, além de xingamentos contra ela e frases com os dizeres "vai morrer". 
 
A vítima, de 56 anos, informou que na manhã desta segunda-feira (1º) notou um grupo de alunos liderados pela adolescente e por sua irmã e, quando acessou o grupo de WhatsApp pelo telefone celular, ouviu os estudantes proferindo-lhe ameaças, dizendo que iam dar tiros na diretora e que ela tinha de morrer.
 
Na Delegacia Participativa, a Polícia Civil acessou pelo telefone celular de uma das envolvidas o grupo de WhatsApp e verificou várias mensagens ameaçadoras.
 
As duas irmãs conduzidas à delegacia foram ouvidas e liberados pela Polícia Civil.
 
O caso, registrado como desacato, segue sob investigação. Em nota ao G1, a Diretoria Regional de Ensino de Presidente Prudente esclareceu que está acompanhando de perto a situação na Escola Estadual Pastor João Carlos Padilha de Siqueira.
 
A dirigente de Ensino, Naíde Videira Braga, juntamente com sua equipe, a diretora e a mediadora da escola se reuniram com os pais dos alunos nesta segunda-feira (1º), pela manhã. A gestão da escola registrou um Boletim de Ocorrência. "Cabe reiterar que a Diretoria de Ensino e a escola estão à disposição dos pais para qualquer esclarecimento. A rede estadual possui parceria com a Ronda Escolar para policiamento no entorno das unidades", concluiu ao G1 o órgão estadual.
 
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