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Observatório da Violência

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Qui, 16 de Março 2017 - 20:18

Editorial: Violência nas escolas

Diário do Grande ABC - 14.03

 
É inquietante o retrato da violência nas escolas do Grande ABC traçado por pesquisadores da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e publicado ontem no Observatório da Educação, suplemento trimestral feito em parceira entre a instituição de Ensino Superior e o Diário. Em sua crueza, os dados chocam. Um deles é particularmente assustador: 100% dos estudantes do Ensino Fundamental I e II de colégios estaduais de São Caetano e 100% dos da rede municipal em Mauá já presenciaram algum tipo de agressão verbal ou física a colegas, professores ou funcionários.
 
A informação foi coletada com o próprio corpo discente, em 2015, durante a execução da Prova Brasil, avaliação criada pelo Ministério da Educação para melhorar a qualidade do ensino público no País. Há várias outras. Segundo a pesquisa, é bastante comum alunos frequentarem as aulas sob o efeito de drogas ilícitas ou álcool. Também há relatos de que estudantes levam armas brancas, como facas e canivetes, e de fogo para dentro das salas de aula.
 
Os dados se tornam ainda mais aterradores porque compreendem a realidade escolar de crianças, com faixa etária que varia dos 9 aos 14 anos. Por mais duros que sejam, todavia, eles jogam luzes sobre episódios aparentemente inexplicáveis, como o ocorrido em 22 de setembro de 2011. Naquela data, David Mota Nogueira, 10 anos, entrou em uma das salas da Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, no bairro Mauá, em São Caetano, onde cursava o 4° ano do Ensino Fundamental, disparou na professora Rosileide Queiros de Oliveira e, na sequência, atirou contra a própria cabeça.
 
Embora traga informações desconfortáveis, a pesquisa dos professores da USCS é de fundamental importância para tornar os colégios mais seguros. A leitura atenta do material deveria ser obrigatória aos gestores municipais e estaduais ligados ao segmento. Lugar destinado à construção de cidadãos, a escola deve ficar protegida da violência. Para isso, porém, é preciso debater o tema sem meias palavras ou medo de chocar. 
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