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Qua, 21 de Março 2018 - 19:01

Escola de Campinas tem aulas suspensas após crimes e atos de vandalismo

G1 - 20.03 - Rodrigo Pereira, G1 Campinas e Região

 
 
 
 
Nos casos mais recentes, professores tiveram carros roubados e biblioteca foi depredada, segundo a Apeoesp. Diretoria de ensino diz que solicitou reforço policial.
 
Professores se recusaram a dar aulas na Escola Estadual Jardim Marisa, em Campinas (SP), nesta terça-feira (20), em protesto por reforço na segurança da unidade, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Na manhã desta quarta-feira (21), professores disseram à EPTV, afiliada da TV Globo, que as aulas não seriam retomadas porque eles iriam oficializar à Diretoria de Ensino um pedido de ajuda das autoridades de segurança sobre os casos de violência. O governo estadual diz que solicitou reforço policial, tem investido em manutenções e as aulas serão repostas.
 
A entidade relata casos de violência frequentes e que, nos mais recentes, dois docentes tiveram seus carros levados por criminosos armados e um teve os pneus do seu veículo rasgado, na última semana. Já a biblioteca do local foi alvo de vandalismo, nesta terça.
 
"A todo momento existe ameaça à integridade física dos professores. Nós estamos solicitando urgentemente alguma sinalização da Diretoria de Ensino em relação à resolução desses problemas, ou pelo menos amenizar esses problemas. O movimento vai continuar", afirmou Pedro Oliveira, diretor da Apeoesp. Ele afirmou que as aulas desta quarta-feira (21) de manhã também estão suspensas e que a categoria espera que o governo estadual adote medidas em relação às reivindicações ainda nesse período. 
 
Segundo o sindicato, os profissionais também solicitam adicional de local de exercício (ALE), que consiste em um acréscimo no salário de professores que atuam em zonas rurais ou em locais de vulnerabilidade social.
 
"O professor tá ali, está dando aula, de repente tem alguém que entra na sala dele. E ele fala: 'olha, você não pode ficar aqui'. E essa pessoa ameaça o professor. Aqui, ameaça e agressão a professor acontece a todo momento", relatou Oliveira.
Em outro caso, acrescentou ele, uma professora de Educação Física foi agredida por um aluno, no ano passado.
 
"Aqui na escola só existe um inspetor de aluno. A recomendação do próprio governo é que houvesse 12 inspetores de alunos aqui pra essa escola, que tem três períodos e quase 50 salas. Então, essa é uma questão que precisamos de uma sinalização da Diretoria de Ensino, senão o problema vai continuar", completou.
 
A categoria cobra reforma na escola, que dizem que vem sendo depredada constantemente; grades de proteção em todas as janelas das salas de aula; contratação de agentes de apoio escolar; instalação de ventiladores em todas as dependências e reforço imediato na segurança do local. 
 
Gastos com manutenção
A Diretoria Regional de Ensino Campinas Oeste comunicou, por meio da assessoria de imprensa, que foram investidos mais de R$ 6 milhões para a construção do prédio, cujas obras foram concluídas em 2015, e que entre os anos de 2016 e 2018 foram repassados à unidade escolar um total de R$ 77.988, sendo mais de R$ 29 mil somente em 2018 para obras de manutenção. 
 
Também divulgou que a Diretoria conta com o apoio da Secretaria de Segurança Pública e mantém parceria com a Ronda Escolar, da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento no entorno das escolas, e um pedido para reforço policial foi realizado na segunda-feira (19), pessoalmente, pelo Dirigente de Ensino responsável pela região. As aulas dessa terça-feira (20) serão repostas, ainda de acordo com o governo estadual.
 
"É importante destacar que a Escola foi vítima da ação de vândalos e, por isso, além das medidas adotadas pela Diretoria é preciso que a comunidade compreenda a necessidade de zelar pelo bem público e denuncie ações de depredação do patrimônio", finaliza.
O que diz a polícia?
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que a 1ª Cia do 47º BPM/I "realiza policiamento ostensivo e preventivo diuturnamente na região da escola por meio dos programas de rádio patrulhamento, Força Tática, ROCAM, Policiamento Comunitário e principalmente Ronda Escolar, com pontos de estacionamento durante a entrada e saída dos alunos."
 
O órgão destaca que o "comando da região está em contato com a direção da escola."
 
"Em 2017, as ações de ambas as polícias na área do 9º DP de Campinas, responsável pela região mencionada, resultaram na prisão em flagrante de 269 criminosos, além da retirada de 56 armas de fogo ilegais das ruas. Não foram encontrados boletins de ocorrência registrados no 9º DP referentes a instituição citada", completa o texto.
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