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Observatório da Violência

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Qua, 30 de Setembro 2020 - 20:10

Escolas estaduais de SP enfrentam furto e vandalismo durante a quarentena da Covid-19

TV Globo / SP2 - César Galvão / SP2

 
 
PM diz que criou gabinete integrado de segurança para monitorar as escolas e tem plano de levar a vigilância eletrônica para as unidades
 
Escolas sofrem com furtos e vandalismo após permanecerem fechadas durante seis meses por causa da pandemia de Covid-19 em São Paulo. Este será outro desafio para a retomada das aulas e os cuidados com a saúde de alunos, professores e funcionários.
 
O mato e a vegetação cresceu e tomou conta de alguns espaços da Escola Estadual Professor José Barbosa de Almeida, no Sítio Morro Grande, na Zona Norte de São Paulo.
 
No bairro vizinho, a Escola Estadual Crispim de Oliveira sofre com o vandalismo e a falta de manutenção. A quadra está abandonada, com o portão quase caindo de tanta ferrugem. Os aros da tabela de basquete foram arrancados.
 
Em julho, os ladrões furtaram todos os cabos de energia e a escola ficou às escuras por mais de um mês. No começo de setembro, os bandidos levaram até as torneiras. O zelador instalou torneiras novas essa semana e não sabe quanto tempo elas vão durar. O pessoal da manutenção consertou o portão principal e a caixa de energia.
 
Se as aulas presenciais fossem retomadas nesta terça-feira (29), os alunos desta Escola Estadual Valentim Marra, em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, não teriam como estudar, pois o local está sem energia elétrica porque a fiação foi furtada.
 
O tapeceiro Norberto Perandré trabalha na frente da escola e não se conforma com os ataques ao prédio. "É uma decepção. Porque há 20 anos que eu moro aqui e sempre estou, nem só eu, como outras pessoas de bem aqui do lado, sempre ajudando a olhar a escola. Tem vezes que a gente ajuda a pintar a escola, a gente se reúne aí para pintar a quadra, então sempre está fazendo o bem para escola, aí vem um vandalismo desse, é uma decepção."
 
Nos fundos dessa unidade funciona a Escola Estadual Professor Antonio Prado, que também sofreu com furto dos cilindros de gás que abasteciam a cozinha.
 
A comerciante Cláudia Amância Pereira da Silva disse que "é triste porque essa escola é uma escola antiga e eu estudei aí, meu esposo não, porque ele não é daqui, ele é do Jabaquara, mas eu estudei aí, os meus irmãos estudaram, então é triste você ver a calçada nessas condições. É muito triste, a escola assim sem uma pintura, você vê o mato crescendo, podia estar mais cuidada, podia ter uma área de laser maior para as crianças. O mato cortado bonitinho, para as crianças poderem frequentar no final de semana, elas ficam na rua. Na rua e é perigoso isso."
 
A Secretaria Estadual da Educação não divulgou os números, mas informou que o vandalismo e os furtos aumentaram na pandemia e que a agilidade do conserto e a reposição dos equipamentos depende do tamanho dos estragos.
 
Segundo Henrique Pimentel Filho, subsecretário de Articulação Regional da Secretaria Estadual da Educação, "em alguns casos a gente consegue resolver essas situações das escolas furtadas com esse próprio recurso que veio para manutenção e reparo das escolas. Infelizmente em outros casos os danos são muito grandes e a obra necessária, a mudança necessária são um pouco maiores. Nesses a gente precisa entrar com o processo licitatório."
 
A Polícia Militar informou que foi criado um gabinete integrado de segurança para monitorar as escolas estaduais. O plano é levar a vigilância eletrônica para todas as escolas
 
"Cada escola das 5.100 escolas estaduais tem um valor específico para colocar câmeras de segurança, câmeras de infravermelho, câmeras que já têm uma ideia de segurança mais aprimorada, alarme e também portão eletrônico com câmeras em escolas que exista essa necessidade", disse o capitão William Thomaz, assessor de segurança escolar da PM.
 
Na madrugada de domingo (27), os ladrões invadiram a Escola Estadual Professora Odete Algodoal Lanzana, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, que não tem câmeras de segurança. Eles estouraram uma janela e roubaram todos os computadores da sala de informática, que foram recuperados após serem abandonados em um matagal. Um dos ladrões já foi identificado.
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