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Observatório da Violência

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Qua, 30 de Outubro 2019 - 15:52

Pais temem massacres em escolas públicas de Mauá

Amanda Lemos - Repórter Diário - 26.10

 
   
Depois das recorrentes ameaças de massacres em colégios particulares da região, pais de alunos da rede pública de Mauá estão apavorados com as intimidações recebidas nos últimos dias via redes sociais. Mensagens, áudios e vídeos sobre um suposto ataque circulam na internet e preocupam pais e alunos inscritos em pelo menos quatro escolas públicas da cidade.
 
Segundo o pai de uma estudante matriculada na Escola Municipal José Thomaz Neto, no bairro Matriz, que preferiu não ser identificado, os pais e responsáveis pelos alunos estão desesperados com a situação, tendo em vista que, um vídeo compartilhado via contato desconhecido, circula nas redes sociais com o anúncio do massacre. "Minha filha está há três dias sem ir pra escola porque temos medo do pior acontecer, assim como em Suzano, onde houve massacre e um monte de gente morreu", relata.
 
O responsável reitera ainda que na sala de sua filha, ao menos outros cinco alunos receberam a mesma ameaça. "Espalharam nas redes sociais e nos grupos de whatsapp que fariam um massacre sem dia e horário, e então todos ficaram com medo e sequer aparecem nas salas de aula", completa.
 
Nas escolas estaduais Zaíra VII e VIII a situação se repete, são encaminhados vídeos de um suposto convite para massacre nas escolas. "Estão chamando de 'hora do massacre', com proporções absurdas", contou o tio de duas alunas matriculadas na escola. Mesmo após passar o dia do que foi informado no vídeo (23 de outubro), a preocupação persiste, com a mensagem "Se não for hoje o massacre não esquece, tem amanhã, depois e depois", anexada no vídeo. "A preocupação continua, precisamos de segurança", afirma.
 
Ainda de acordo com o tio das alunas, o vídeo protagonizado pelo desenho infantil Peppa Pig contém um pedido para que os alunos levem armas para a escola e contribuam com o massacre. "O clima é de desespero. Os alunos não podem frequentar as aulas enquanto a polícia não for acionada", afirma. Outra mãe disse que também recebeu um convite sobre ataque, enquanto seu filho o mesmo vídeo com a animação infantil. "Ele estuda a tarde, e deixou de ir para a escola até normalizarem a situação", conta.
 
Questionada, a Prefeitura de Mauá não se manifestou sobre o ocorrido. Já a Secretaria de Educação se posicionou sobre o assunto com o informe que a Diretoria Regional de Ensino de Mauá repudia todo e qualquer ato de violência e que as aulas nas unidades de ensino acontecem normalmente. Um boletim de ocorrência foi registrado e a unidade do Zaíra VIII conta com parceria com a Ronda Escolar. Também foi criado Gabinete Integrado de Segurança e Proteção Escolar (Gispec), que conta com servidores da Educação e da Polícia Militar, que contribuem para as estratégias de segurança em toda rede.
 
Colégio Objetivo
 
Na última terça-feira (22/10) o Colégio Objetivo – unidade Senador Fláquer, localizado em Santo André, teria recebido as mesmas ameaças. De acordo com informações, um estudante teria feito posts nos quais prometia matar colegas de sala, motivado por bullying.
 
Pela manhã, havia viaturas da PM (Polícia Militar) em frente ao colégio. O ataque não foi concretizado. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informa, por meio de nota, que o caso foi registrado pelo 1º DP de Santo André. "A autoridade policial vai ouvir os alunos do colégio junto com seus representantes legais para prestar esclarecimentos. As investigações prosseguem", relata.  Até o momento, o colégio também não se posicionou sobre o assunto.
 
 
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