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Observatório da Violência

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Seg, 23 de Setembro 2019 - 17:11

Professor é esfaqueado em São Paulo: reflexo do sucateamento da educação

 
 
 
SITUAÇÃO LIMITE
 
Superlotação das salas e desvalorização dos professores, além da falta de projeto pedagógico mais atraente, explicam o crescimento da violência de estudantes
 
Um aluno de 14 anos esfaqueou um professor de Geografia no Centro Educacional Unificado (CEU) Aricanduva, na zona leste da capital paulista, na manhã desta quinta-feira (19). O docente agredido foi levado e operado no hospital da Vila Alpina, mesma região da cidade. Até o fechamento desta matéria o seu estado ainda era considerado grave. O estudante também feriu a si mesmo na frente dos colegas de classe. As atividades na unidade foram suspensas. O prefeito Bruno Covas (PSDB) esteve na escola após o ocorrido e, em pronunciamento à imprensa, disse que a rede municipal trabalha para prevenir agressões nas salas de aula.
 
Segundo representantes dos professores, o que pode explicar a violência que vem crescendo nas escolas são as salas de aulas lotadas, a falta de valorização dos professores e de uma política educacional mais inclusiva e mais atraente.
 
Para a deputada estadual Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel (PT) presidenta da Comissão de Educação e Cultura na Assembleia Legislativa de São Paulo, alunos e professores têm de caminhar juntos na produção de conhecimento e no enfrentamento da violência. Ela acredita que o momento exige união entre governos, sindicatos e a sociedade civil para dar um basta a esta situação.
 
"Nós vamos ter de pensar, de forma coletiva – governo e sindicatos e sociedade –, como tratar isso de maneira que os professores sejam respeitados", disse Bebel, em entrevista ao repórter Cosmo Silva, para o Jornal Brasil Atual. Ela, que também é presidenta da Apeoesp (sindicato dos professores da rede pública estadual), afirmou que "tudo recai sobre os professores",  se referindo à superlotação das salas de aula, à falta de estrutura adequada, bem como um projeto pedagógico pouco convidativo para os jovens.
 
O vice-presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), José Donizete Fernandes, também ressalta a quantidade de alunos em sala de aula como um dos fatores que contribuem para a violência de estudantes. "A redução de alunos por sala é fundamental para que os professores tenham melhores condições para desenvolver um projeto pedagógico que seja mais atraente às crianças e aos adolescentes. Enquanto isso não existir, a violência continuará entrando para dentro da sala de aula ou estará presente no entorno da escola."
 
 
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