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Observatório da Violência

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Qua, 31 de Outubro 2018 - 15:51

Professora é vítima de sequestro-relâmpago em Campinas e escola suspende aulas em protesto

Por G1 Campinas e Região e André Natale/EPTV

 
 
Sequestro-relâmpago aconteceu na Escola Estadual Jardim Marisa, na manhã de segunda-feira (29). Professora não ficou ferida. Funcionários afirmam que é o terceiro caso do ano.
 
Professores da Escola Estadual Jardim Marisa se mobilizaram para protestar por mais segurança, na manhã desta terça-feira (30), em Campinas (SP). A escola ficou fechada. A mobilização foi motivada pelo sequestro-relâmpago de uma docente, nesta segunda (29).
 
As aulas dos três turnos foram suspensas por causa da manifestação, afetando dois mil alunos. A previsão é que as atividades na unidade do bairro Jardim Marisa voltem ao normal nesta quarta (31).
 
Funcionários contaram à reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, no local, que outros três casos envolvendo assaltos a professores aconteceram este ano.
 
"Ela chegou bastante assustada, apavorada, chorando. Não conseguia conversar com a gente. E realmente os professores paralisaram, né, por conta de querer trabalhar de forma segura. Eles vieram aqui para trazer dignidade para os alunos", conta uma profissional da instituição, que não quis ser identificada pela reportagem.
 
Em nota, a Diretoria Regional de Ensino Campinas Oeste informou que mantém parceria com a Polícia Militar, por meio da Ronda Escolar, responsável pelo patrulhamento da unidade, e solicitou reforço após o ocorrido.
 
"Devido à manifestação dos professores, os alunos foram dispensados na manhã desta terça-feira e todo conteúdo pedagógico será reposto", diz a Diretoria Regional. 
 
Vítima disse aos sequestradores que era professora
 
Funcionários também contaram à EPTV como foi a ação dos criminosos.A mulher, que leciona para o 5º ano do ensino fundamental, foi surpreendida por dois jovens, que pularam em frente ao carro que ela dirigia, a obrigando a parar, na Rodovia Miguel Melhado de Campos. Ela havia reduzido a velocidade para passar em uma lombada.
 
Ambos estavam armados e entraram no veículo. Após ser rendida, a docente teve que dirigir o carro e foi levada para o bairro Columbia, próximo ao local da abordagem, onde uma terceira pessoa aguardava os ladrões e ajudou a revirar a bolsa da professora.
 
A vítima foi liberada após contar aos criminosos que dava aulas no colégio do bairro. Os criminosos ficaram com o celular e o dinheiro que estava na bolsa da professora, e ensinaram o caminho de volta à escola.
 
De acordo com a apuração da EPTV, durante um período deste ano, a Polícia Militar fazia rondas frequentes no bairro, o que ajudou na diminuição da violência. Mas, a prática policial foi reduzida e os casos voltaram acontecer.
 
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que a Polícia Militar acompanha a dinâmica das comunidades escolares e também a "variação de registro de ocorrências para definir os itinerários das radiopatrulhas e os programas de policiamento complementares para a área".
 
A região do 9º Distrito Policial, que abrange o bairro da escola, teve redução no número de ocorrências entre janeiro e setembro de 2018, afirma a Polícia Civil.
 
"Nos nove primeiros meses deste ano houve redução dos roubos (-17%), dos roubos de veículos (-1%), dos furtos (-10%) e dos furtos de veículos (-19%) na região do 9º DP em comparação com o mesmo período de 2017. No período, 392 pessoas foram presas, 342 veículos foram recuperados e 32 armas de fogo apreendidas na área", diz a nota da SSP.
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