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Seg, 12 de Dezembro 2011 - 17:24

Professor montanhista pesquisa Educação pela aventura em mestrado na USP

A dissertação de Flávio Kunreuther revela que a experiência educativa de uma aventura ecológica pode alterar positivamente a vida de muitos estudantes, reaproximando-os do meio natural e tornando-os defensores da causa ambiental.

Por: Flávio Kunreuther

A aventura pode contribuir para a formação da cidadania dos estudantes e ainda aumentar o interesse no aprendizado de questões ambientais. A conclusão é do professor Flávio Kunreuther, que apresentou recentemente uma dissertação de mestrado sobre o tema na USP.

"Educação ao ar livre pela aventura: o papel da experiência e o aprendizado de valores morais em expedições à natureza" é o título do trabalho apresentado na Escola de Educação Física e Esporte da USP, sob a orientação do professor Osvaldo Ferraz.

O estudo de caso que deu origem ao trabalho foi realizado a partir de um curso ministrado pela Escola Outward Bound, localizada no Parque Estadual de Campos de Jordão. Entre os 11 alunos presentes em uma expedição promovida pela Escola ao Parque, um era advindo de um abrigo para menores. Os coordenadores do abrigo observaram que o adolescente teve uma mudança significativa em seu comportamento, depois das atividades educativas ao ar livre.

Para Kunreuther, "aconteceu alguma coisa neste curso que fez o garoto mudar o temperamento difícil. Uma combinação de fatores que funcionou”. O estudante, que era bastante agressivo, apresentou mudanças de atitude mostrando-se mais solícito, colaborativo e pró-ativo na busca pelo seu primeiro emprego.

A estrutura escolar que a gente tem no Brasil não privilegia um garoto com um vigor físico desenvolvido. A educação experiencial ao ar livre deu a ele a chance de ser útil, que não lhe foi dada no ambiente urbano”, analisa o pesquisador, que também é praticante de montanhismo e canoagem.

As teorias de Piaget e Dewey amparam a tese do professor, que descobriu durante a coleta de dados sobre a percepção dos alunos em relação à expedição que os adolescentes se deparam com questões morais durante estas atividades, pelo fato de estarem longe de casa e serem obrigados a lidar com seus conflitos internos, além de solucionarem problemas em equipe.

A aventura também aproxima os alunos da natureza e da questão ambiental. “A única maneira de envolvê-los é se eles experimentarem. Se você não vê uma nascente, como entender este pedaço de água que passa pela cidade?”, exemplifica o professor.

A dissertação de Flávio Kunreuther revela que a experiência educativa de uma aventura ecológica pode alterar positivamente a vida de muitos estudantes, reaproximando-os do meio natural e tornando-os defensores da causa ambiental.

Contatos com o autor atravé do e-mail flatku@yahoo.com.br

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