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Sex, 18 de Novembro 2011 - 12:31

São Paulo faz escola: um enfoque crítico e pragmático sobre as atividades de Geografia

Os professores João Luiz Pegoraro e Mary Domingos da Silva apresentaram durante o XV Encontro Nacional de Geógrafos, realizado em 2008, o trabalho São Paulo Faz Escola: Um enfoque crítico e pragmático sobre as atividades de geografia. O estudo avalia o projeto que o governo paulista lançou em 2008, com o objetivo de recuperar competências e falhas de aprendizagem apontadas pelo Sistema de Avaliação de Rendimento e consolidar as aprendizagens necessárias para implantação do novo currículo.

Por: Professores: João Luiz Pegoraro e Mary Domingos da Silva

São Paulo faz escola: um enfoque crítico e pragmático sobre as atividades de Geografia 

Os professores João Luiz Pegoraro e Mary Domingos da Silva apresentaram durante o XV Encontro Nacional de Geógrafos, realizado em 2008, o trabalho São Paulo Faz Escola: Um enfoque crítico e pragmático sobre as atividades de geografia. O estudo avalia o projeto que o governo paulista lançou em 2008, com o objetivo de recuperar competências e falhas de aprendizagem apontadas pelo Sistema de Avaliação de Rendimento e consolidar as aprendizagens necessárias para implantação do novo currículo.

No início do ano letivo, professores e alunos receberam material didático impresso destinado aos estudantes da 5ª série do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio. Mary, que é professora da rede pública de Campinas, e Pegoraro, ex-conselheiro da APEOESP e professor da Universidade São Marcos, analisaram os materiais destinados à disciplina de Geografia.

“Dada a importância atribuída pela Secretaria da Educação e os investimentos relacionados a esse projeto, havia expectativa de que fosse elaborado um material didaticamente mais rico, sob todos os pontos de vista, especialmente quanto à organização das atividades e à apresentação impressa do material de apoio”, concluíram os autores.

Para os professores, o material utilizado nos trabalhos relacionados com a disciplina de Geografia poderia ter tido um tratamento didático, e especialmente gráfico mais condizente com a importância que se quis atribuir ao processo e ao material impresso a ele inerente.

Além de problemas quanto à apresentação e à clareza necessárias à função didática das ilustrações, ainda há, em alguns casos, certo descuido com as informações retratadas nas ‘apostilas’. É o caso da atividade associada ao tema “Orientação e localização espacial”, na qual é proposta uma questão dirigindo a atividade: “Você quer conhecer seis capitais do Brasil?” (SÃO PAULO, 2008c, aula 1, p. 22).

Em seguida, o aluno é conduzido a consultar um pequeno esboço simplificado de mapa do Brasil, em fundo cinza-escuro, trazendo as divisões estaduais e, sobre alguns estados, uma pequena esfera preta que se entende serem as capitais que o aluno “visitaria”. Entretanto, no Maranhão, São Luís, sua capital, aparece deslocado do litoral, lançada no interior do estado, engano que os alunos logo percebem e criticam, desprestigiando a qualidade do material. O mesmo se dá com o Rio Grande do Sul, onde a capital, Porto Alegre, também está posicionada de forma equivocada. Nesse caso, o contorno do mapa não incluiu a Lagoa dos Patos e Mirim, fonte de referência básica para localização da referida capital.

Faltou uma revisão criteriosa do material, o que leva a equívocos informativos e à apresentação de baixa qualidade didática. “O processo não se revestiu da novidade esperada, já que não fugiu da situação rotineira envolvendo professores e alunos trabalhando na sala de aula em torno de habilidades e conceitos que há muito já trabalham, bem como empregando atividades já conhecidas dos mesmos”, explicando, concluindo que a novidade do São Paulo Faz Escola se resumiu à substituição do livro didático, já presente na maioria das escolas, pelo Jornal do Aluno.

Mais informações sobre o trabalho entre em contato com o autor através do e-mail jlpegoraro@uol.com.br

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