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Sex, 18 de Novembro 2011 - 12:51

Tema de doutorado na Unicamp, Educação para a Paz e a Tolerância completa 15 anos como Declaração de Princípios da Unesco

Com o crescente debate sobre assédio moral e bullying no ambiente escolar, uma tese de doutorado defendida na Unicamp em 2004 é referência na defesa de uma cultura de paz no ambiente escolar. A psicopedagoga e diretora de escola Nádia Maria Bádue Freire apresentou mestrado e doutorado sobre o tema, em pauta também devido às comemorações dos 15 anos da Declaração de Princípios para a Tolerância, aprovada pela Unesco em 1995.

Por: Nádia Maria Bádue Freire - Psicopedagoga e diretora de escola

Tema de doutorado na Unicamp, Educação para a Paz e a Tolerância completa 15 anos como Declaração de Princípios da Unesco

Com o crescente debate sobre assédio moral e bullying no ambiente escolar, uma tese de doutorado defendida na Unicamp em 2004 é referência na defesa de uma cultura de paz no ambiente escolar. A psicopedagoga e diretora de escola Nádia Maria Bádue Freire apresentou mestrado e doutorado sobre o tema, em pauta também devido às comemorações dos 15 anos da Declaração de Princípios para a Tolerância, aprovada pela Unesco em 1995.

O doutorado "Educação para a paz: um estudo psicogenético para a tolerância" foi desenvolvido no Laboratório de Psicologia Genética da Faculdade de Educação da Unicamp. A autora defende a tolerância e a aceitação da diversidade como fatores fundamentais para uma verdadeira Educação Para a Paz, com destaque para a adoção de atitudes não violentas na defesa de princípios.

Como diretora de uma instituição de ensino em Bragança Paulista, Nádia testou o conceito em questões cotidianas. Seu trabalho avalia quando as crianças tornam-se capazes de exercer a tolerância como sentimento moral e como educá-las para desenvolver esta habilidade.

"A abordagem teórico-metodológica cognitivo-evolutiva piagetiana, por meio de conflitos morais, permite estudar como evolui a tolerância, relacionando-a ao desenvolvimento da reciprocidade, justiça, respeito, heteronomia/autonomia, centração/descentração", explica a autora na apresentação do trabalho.

A psicopedagoga entrevistou estudantes de 6, 9, 12 e 15 anos e apresentou reflexões educacionais que inspirem relações mais harmoniosas, principalmente, na escola. Entre estas reflexões, Nádia propõe projetos que sensibilizem estudantes e professores para a importância de construir um ambiente escolar que iniba práticas violentas, como atividades em que sejam propostas conflitos hipotéticas. A ideia é treinar os alunos na busca de soluções sensatas e não ignorar confrontos.

Segundo Nádia, as atividades para a educação para a paz e a tolerância devem despertar a reflexão, respeitando a fase de desenvolvimento de cada criança e promovendo a aceitação da diversidade e das diferenças.

Filósofos e grandes juristas serviram de inspiração para o trabalho e para a conclusão de que a pior forma de combater a violência é a impunidade. Para a autora, a construção de uma cultura de paz na escola exige que os professores estejam atentos para todas as atitudes, mesmo casos frequentemente considerados como mera indisciplina, como xingar, gozar e humilhar colegas que são, na verdade, violência psicológica e podem provocar outras formas de agressão.

A autora Nádia Maria Bádue Freire é atualmente coordenadora do Grupo de Estudos da Educação Para a Paz e a Tolerância (Geepaz), uma iniciativa da Faculdade de Educação da Unicamp contra o bullying, o convívio com o tráfico imposto a escolas de periferia e outras questões que atormentam os professores.

O Grupo tem seis pesquisadores, que estão reunindo seus trabalhos em um livro. A publicação deverá ser lançada até 16 de novembro, data da promulgação da Declaração de Princípios para a Tolerância da Unesco.

Para acessar a Tese "Educação para a paz: um estudo psicogenético para a tolerância", acesse a Biblioteca Digital da Unicamp: http://www.unicamp.br/unicamp/servicos/bibliotecas

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